IJSP

Preservar o menisco sempre que possível — e repor quando a perda já aconteceu.

Tratamento de Lesões de Menisco

O menisco amortece o impacto do fêmur sobre a tíbia e dá estabilidade anatômica ao joelho durante o movimento. Sua baixa vascularização, porém, torna a cicatrização espontânea praticamente insignificante: repouso, gelo e anti-inflamatórios costumam trazer pouco ou nenhum resultado numa ruptura estabelecida.

Por isso esta área começa pela pergunta certa — onde exatamente está a lesão. O terço externo, a chamada zona vermelha, é vascularizado e pode cicatrizar ou ser suturado. Os dois terços internos não cicatrizam, e isso muda completamente a conduta.

Condições tratadas nesta área

  • Ruptura longitudinal
  • Lesão em alça de balde
  • Ruptura oblíqua
  • Ruptura radial
  • Ruptura horizontal
  • Cisto de Baker
  • Cisto do menisco lateral

Como o IJSP conduz esta área

Mapeamento da ruptura

Longitudinal, alça de balde, oblíqua, radial ou horizontal — esta última a mais frequente. O tipo e a zona da lesão determinam se há chance real de reparo.

Diagnóstico objetivo

Dor, rigidez, edema e travamento da amplitude, com teste de McMurray no exame físico. A ressonância magnética é o exame útil; o raio X só entra nos casos com artrite.

Sutura por artroscopia

Indicada em lesão na zona vermelha, associada a lesão de LCA e em pacientes abaixo de 45 anos, com boa resposta de coagulação. Feita com óptica acoplada a câmara.

Transplante de menisco

Para quem já passou por ressecção meniscal e mantém dor com lesão extensa: idade até 55 anos e paciente não obeso. Menos invasivo que a substituição articular.

Sutura ou transplante: o que separa as duas indicações

A sutura tenta salvar o menisco existente e depende de três condições somadas: lesão no terço periférico vascularizado, idade inferior a 45 anos e boa capacidade de cicatrização. Quando a lesão está associada a uma ruptura de LCA, a chance de sucesso do reparo melhora, e os dois procedimentos costumam ser planejados em conjunto.

O transplante entra num cenário diferente — o menisco já foi parcial ou totalmente removido em cirurgia anterior e a dor permanece. Aqui o objetivo é repor a estrutura de amortecimento com tecido de doador, aliviando a dor e ajudando a prevenir a artrite que costuma seguir a meniscectomia.

Lesão de menisco raramente vem sozinha

Rupturas horizontais podem formar cisto do menisco lateral, e atrás do menisco medial pode surgir o cisto de Baker. Lesões meniscais também aparecem com frequência ao lado de comprometimento do ligamento colateral medial ou do cruzado anterior. Avaliar o joelho inteiro, e não só o menisco, é o que evita tratar metade do problema.

Procedimentos desta área

Cada procedimento tem sua própria página, com técnica, indicação e recuperação em detalhe.

Dúvidas Comuns

Perguntas frequentes sobre Lesões de Menisco

Lesão de menisco cicatriza sozinha?

Na maior parte dos casos, não. O menisco tem baixa vascularização e a regeneração espontânea é insignificante. Só o terço externo, a zona vermelha, tem irrigação suficiente para cicatrizar ou receber sutura.

Quem pode fazer sutura de menisco?

Pacientes abaixo de 45 anos, com lesão no terço periférico vascularizado e boa resposta de coagulação e cicatrização. A associação com lesão de LCA é um dos critérios que favorecem a indicação.

Qual exame confirma a lesão de menisco?

A ressonância magnética. No exame físico usa-se o teste de McMurray, e a radiografia fica reservada aos casos em que também há artrite.

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