Reparar e repor cartilagem antes que o desgaste avance para a substituição da articulação.
A cartilagem articular não é vascularizada — e essa característica define tudo nesta área. Uma vez danificada por trauma ou degeneração, ela raramente se recupera sozinha, e a lesão tende a evoluir para dor e limitação de movimento. Tratar a cartilagem cedo é o que mantém a articulação do paciente por mais tempo.
O IJSP nasceu em torno desse problema: é o centro de excelência em transplante de cartilagem do instituto que dá nome ao seu posicionamento. A escolha da técnica depende do tamanho do defeito, da idade e do nível de atividade — cada faixa tem um procedimento mais adequado.
Condições tratadas nesta área
- Lesão condral
- Condromalácia patelar
- Desgaste da cartilagem
- Defeito osteocondral
- Artrite localizada
- Joelho de corredor
Como o IJSP conduz esta área
Técnica conforme o tamanho da lesão
Defeitos de 1 a 2 cm costumam ser tratados por mosaicoplastia em um único procedimento; acima de 2 cm a via passa a ser o aloenxerto osteocondral, com incisão aberta.
Implante autólogo de condrócitos
Procedimento em duas etapas: condrócitos saudáveis são retirados por artroscopia de uma área que não suporta peso, cultivados em laboratório por 4 a 6 semanas e então implantados.
Condroplastia por microfratura
Artroscopia com múltiplos orifícios até atingir o osso subcondral, provocando resposta de cura no local. A alternativa é a abrasão, com desbridamento e perfuração.
Elegibilidade avaliada
O transplante de cartilagem se dirige a pessoas ativas de 15 a 55 anos com meniscos íntegros. A condroplastia atende sobretudo adultos jovens.
As quatro rotas de reparo da cartilagem
A condroplastia estimula a própria articulação a produzir tecido de reparo, por microfratura ou abrasão. A mosaicoplastia transfere cilindros de cartilagem do próprio paciente e resolve o caso em uma única operação, com recuperação bem mais curta — mas esbarra na quantidade de cartilagem disponível para doar.
Quando o defeito supera dois centímetros, entra o aloenxerto osteocondral, com cartilagem de doador externo. E o implante autólogo de condrócitos ocupa a faixa em que se quer tecido do próprio paciente em área extensa, ao custo de duas etapas cirúrgicas separadas por semanas de cultivo laboratorial.
Cartilagem preservada é prótese adiada
Cada uma dessas técnicas existe pelo mesmo motivo: evitar que o joelho chegue cedo demais à substituição articular. Em paciente jovem e ativo, a prótese tende a sofrer desgaste acelerado e a exigir revisão no futuro — de modo que preservar a cartilagem própria não é apenas a opção menos invasiva agora, é também a que protege as opções cirúrgicas de depois.
Procedimentos desta área
Cada procedimento tem sua própria página, com técnica, indicação e recuperação em detalhe.
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Perguntas frequentes sobre Cirurgia de Cartilagem
A cartilagem do joelho se regenera sozinha?
Praticamente não. Por não ser vascularizada, a cartilagem danificada por trauma ou degeneração raramente se recupera de forma espontânea, e a tendência é a lesão progredir para dor e perda de movimento.
Quem pode fazer transplante de cartilagem?
O procedimento é dirigido a pessoas ativas, com áreas localizadas de artrite, entre 15 e 55 anos e com os meniscos preservados. A avaliação individual confirma a elegibilidade.
Qual a diferença entre condroplastia e transplante de cartilagem?
A condroplastia estimula a regeneração do próprio tecido por microfratura ou abrasão, em lesões menores. O transplante repõe cartilagem — do próprio paciente ou de doador — e é indicado em defeitos maiores ou mais profundos.
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